quinta-feira, 25 de junho de 2009

Opinião sobre o fim da obrigatoriedade do diploma na prática jornalística no Brasil

Nesta última semana, em decorrência da eliminação da obrigatoriedade do diploma em jornalismo nas atividades profissionais no Brasil, tenho encontrado alunos de jornalismo revoltados com a decisão do Supremo Tribunal Federal.

É natural esta revolta, pois está sendo eliminado uma certa segurança praticada (ao menos jurídica) dentro da atividade jornalística, pois, com o diploma, assegurava-se um espaço mercadológico próprio para os envolvidos na profissão. Afinal de contas, não é nada agradável saber que um dos portos de segurança da profissão se foi, sobretudo quando confrontadas com as expectativas de jovens estudantes, normalmente lotados de sonhos em relação aos seus futuros.

Além disso, fica a sensação de que o produto jornalístico ficará carente de qualidade, visto que os cursos universitários proporcionam grau de competência às ações, padronizando - sobretudo, eticamente - os limites da profissão. 

O argumento apresentado pela Tribunal para barrar o diploma, era o fechamento da comunicação jornalística em consequência da obrigatoriedade, o que levava a um encapsulamento da informação em vozes formadas através dos cursos superiores. E este processo de obrigatoriedade, fora resultado de uma ação política do regime militar brasileiro nos anos 60 com o intuito de controlar o que era dito pela imprensa.

Fica a pergunta pelo estudante: E agora? Devo continuar a fazer jornalismo? Não é inútil persistir numa profissão desregulamentada? Será que vou estudar para competir com qualquer um, que não tenha se especializado?

Para responder, devemos observar outras profissões que já foram, ou nunca foram, regulamentadas. Como exemplo, temos a profissão publicitária, que já ocupa no mercado um espaço significativo nas expectativas dos jovens aprendizes de uma profissão. A publicidade espera dos seus seguidores, técnica, entusiasmo, dinamismo e ética. Tendo esta expectativa, o estudante torna-se um passível representante do sucesso profissional, mesmo não tendo regulamentação e competindo com pessoas de várias áreas.

Creio que o espaço do jornalista trilhará o mesmo caminho da publicidade, onde a competência descrita e aprendida em cursos específicos, não serão apenas uma segurança, mas sobretudo um portal essencial para que o sucesso pretendido seja mais rapidamente alcançado, pois o estudo ainda é um dos melhores caminhos para chegarmos onde queremos, mesmo sem a segurança que outrora era apresentada.

Persistência, ética, estudo e dignidade. 

Sucesso para todos

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